OUÇAS... COM O CORAÇÃO

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O Louco (Gibran Khalil Gibran)

Perguntais-me como me tornei louco.
Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei e vi que todas as minhas máscaras haviam sido roubadas - as 7 máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas -
e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: "ladrões, ladrões, malditos ladrões!"
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado gritou:
"é um louco"! Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nova...
E minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais máscaras. "Benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras"!
E assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança em minha loucura -
a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende, escraviza alguma coisa em nós.


5 comentários:

Felipe disse...

E ainda tem gente que insiste no uso das máscaras!

Carval disse...

E como!

amordemadrugada disse...

Olá!Mas que bonito espaço!
Gostei muito do que escreves!
Sentido,né!?
Bgda por sua visita
Sem máscaras...digo que...espero voltar aqui!
Besito
;)

Carval disse...

Fico feliz que tenha gostado, as portas estão abertas...
Bjs

Sandrinha disse...

Fantásticas palavras... Lindo e repleto de sentimentos belos o seu blog!!!

Parabéns!!!